sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bancada e "tele-prompter"


Numa das últimas aulas, treinamos apresentação em bancada com leitura no teleprompter, (dispositivo eletrônico no qual aparece o texto que vai ser lido pelo apresentador). À primeira vista, parece uma tarefa simplória, mas não é. Existe uma busca por um ideal de “perfeição televisiva”, que pode ser entendida como um padrão a ser atingido através de técnicas. O treinamento ajuda na absorção para reprodução das técnicas.

Temos que ter cuidado com nossa postura e o posicionamento no vídeo. Já o texto exige interpretação, entonação e um ritmo de leitura específico a ser atingido, pois ele tem que passar veracidade e naturalidade ao telespectador. Devemos estabelecer um relacionamento com a máquina (câmera) como nos lembra sempre a prof. Fabi, pois não estamos nos comunicando com um dispositivo técnico e sim com pessoas que receberão essas notícias em seu ambiente.

Mas de tudo isso sabe qual é a maior dificuldade, do meu ponto de vista? É o assistir a si mesmo. Parece que aquela pessoa ali na tela não é você, aquela projeção ganha vida própria, e os seus “erros” ou “defeitos” são potencializados na instância da imagem, do olhar, e, no imaginário, o olhar do outro é capaz de nos congelar como objetos.

A imagem, em todas as suas dimensões, exerce fascínio sobre o homem, pois a fascinação do “ver-se” é antiqüíssima, como atesta a lenda mitológica de Narciso. O duplo de si mesmo (simulacro) que tanto fascina Narciso, desafia o sujeito real (nossa singularidade). A superação do duplo si mesmo ainda é o maior desafio a ser enfrentado.

Continuem acompanhando o nosso blog.

Até a próxima.

Mirele Machado - acadêmica de jornalismo


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